Naamã

Fevereiro 16, 2008

Lá vai Naamã
Cheio de riquezas
Cheio de incertezas
Tudo deixaria, de bom grado,
Se pudesse ficar livre do pesado fardo,
Da pele que repele pessoas
Da maldição da solidão

Lá vai Naamã,
Servo de deuses impotentes
- Ilustres, mas sem brilho;
General importante
Alvo de respeito, alvo de compaixão.
Valoroso…
Porém leproso.

Lá vai Naamã,
O Leproso
Vítima de Adão,
pecador desgostoso.
No desespero, obedece a própria escrava
Ouviu falar de mais um Deus
(exigente esse Deus!)

Mas lá vai Naamã
Para a aula de mergulho
na Palavra de Deus
Unem-se água suja, pele suja,
Água barrosa, barro vivo
E então…
A pele já não repele

E lá vai Naamã
É só se encontrar com Deus pra ser feliz?
Não quer mais deuses,
Já encontoru o Verdadeiro.
Engraçado…
Esse Deus não tem pele!
Só parece gostar do número sete…

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Entry Filed under: Poesia. Tags: , .

Leave a Comment

Required

Required, hidden

Some HTML allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Calendário

Fevereiro 2008
S T Q Q S S D
« Jan   Dez »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
2526272829  

Arquivo

Blogroll

Nuvem de tags

Add new tag adoração consolo conversão Deus Deus Pai dor graça igreja lamento louvor lágrimas mateus moderno naamã pai parábola pentecostais pentecostal Poesia pregação punição quem recompensa salmo saudade sofrimento talento talentos temor tempo tristeza